A Deus!

No início, pode ser qualquer coisa que formem palavras, de um lado forasteira porém severamente distraída, abstrata! A gaita, pode estar demente, peleja com a gritaria idiota dos velhos nas praças, dos bêbados aqui em volta! Ligo meu amplificador, aumento o volume, e com somente um acorde “não-dissonante”, vindo de mim, de minhas vísceras, faço a explosão arrependida em desalento nos ouvidos de vocês e eis que surge meu suspiro aliviado!
A última canção, a última viagem tímida em um canto de maquinaria efervescente, um tropeço qualquer em frente as escadas da santa velharia!

- Não temes a estrada escura, se sabes que de lá apontas um caminho a passear sorridente?

- Não que eu queira seguir deprimido esperando teus lábios de lua cheia. Mas a noite desgraça o coração humano, e se pode estar só numa estrada qualquer, sei da força que isso pretende sujeitar no desespero! Fortaleço-me!

- Você me diz tanto com tão pouco que tens, tão pouco que sentes! Como é possível a coragem de um apaixonado se transformar-se num simples adeus?

- Adeus!

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