Cartas 1

Sim, foi entregue a ti, como miséria, tudo o que me seguia de corpo e alma como uma esperança inevitável. Mesmo com tudo isso que vive em volta de nós, paramos e vimos o sentimento nos corações das pessoas e saímos pro jardim chorando, sentamos em frente á igreja e rezamos!
Sempre foram flores, chuvas e lágrimas. Tudo seu me envolvia, me escandalizava e me nutria em movimento, apaixonou-me com todos os elementos sentimentais.
Mas, não demorou para que novamente eu perdesse as estribeiras e fosse avacalhado por tudo isso! A grande pedra colidente, e volto sempre a lugar nenhum, com todos os preconceitos que não me reconheço nem em marcha sinalizada.
Isso pesa, isso me fortalece, uma nova máscara, a de ontem a de sempre.
Disponha, atenda o telefone, estrague pra sempre essa sobra do tempo que nos resta, faça graça com eles e me deixe ouvir, no soluço que engulo, tuas palavras num espelho!
Pra que?
Por quê?
Nada poderia agora me convencer a ganhar nesta merda toda.
Será que era pra ser assim?
Alguém poderia dividir isso tudo comigo?
Paro, penso, logo me falta o ódio necessário para a sobrevivência e nada posso com a imbecilidade humana que insiste em pairar, aqui!
Quero, ouça essas minha notas desesperadas de quem procura o novo caminho, sei que pra você, nada disso é novo, então preciso de mais tempo pra continuar perdendo e é assim que um dia ganho!
Sei que as palavras lhe parecem rudes, mas é só uma certeza de quem continuará sendo afastado de tudo que impõe sacrifícios, com pêsames menores é claro, mas com a perversa teimosia no desperdício!
Eu me desperdicei com honra e glória.Esta carta também serve como um termômetro da minha paixão, sabendo do quanto você aproveita o lado da situação, goze ofegante de loucas e eufóricas gargalhadas e não deixe cair nenhuma lágrima pra santo beber! se entorpeça com o pranto alheio e sem umidade que eu te farei poemas sobre as escadas vazias e os sanduíches estragados!

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