Como fiquei feliz ao te ver,
Enquanto perambulava de uma mesa a outra,
Bêbada com um sorriso auto consciente,
eu olhava meu copo e ainda estava cheio.
Na minha delirante timidez,
Criando ilusões no teu olhar
Entrando numa ebriedade e outra,
Sonhando com seu infinito
Que sorriso! Que alegria! Que amigos!
Pessoas inteiras trilhando sua noite
Eu a vi sem lirismo, e eu, velho vagabundo,
Tremendo as mãos de ansiedade
Lançando o olhar ao imaginário,
Ouvir-te fazer perguntas, o que seria?
Queria caminhar pelas ruas te seguindo
E ser seguido por você até um lugar mais tranqüilo
Poderíamos andar a esmo juntos pela noite
Com nossos passos em sintonia
Mas se toco teu rosto me sentiria um absurdo!!!
Então fui sem que me visse,
Caminhar a noite toda por solitárias ruas
Luzes foram se apagando e pensei:
É poderíamos agora estar aqui só nós dois,
Iríamos vagar sonhando as cem trilhas do amor
Ah Bar !! Velho professor de coragens,
O que me ensinaste naquela noite?
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3 comentários:
por isso que digo,felicidade é coisa de momento.
ótimo!
"Será que a calma pedida é só uma lembrança
De que um dia realmente fomos felizes?"
acho que sim. gostei
Gostei do texto... Aliás, estou amando tudo por aqui...Mas do texto em si, achei real... Não para nós dois, pode ser na minha concepção, pois tenho por mim que foi postado para alguém mais próximo de vc... Mas , novamente lembrei do dia que te conheci e me senti próxima ao ler "Num bar D`esquina"...
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