Canto a morte como quem desprovido de avareza distrai a vida. Sou quem não acompanha o delírio de um distante amor, a quem por ele, bebo agora em retirada noturna.
Não amo. Não compreendo e não confio em ninguém cujo sangue não derramamos ao acaso insondável. Vivo em mim como um hospedeiro hostil, sempre pronto e em total vigília para investir contra quem ousar-se entrar mesmo convidado. Mas, não apresento armas nem planos de defesa. Não tenho sonhos nem soluções viciosas. Sou um coração e uma mente doentia. Que me tranquem num sono sem janelas, num amor de quarenta graus! Que me mandem pro inferno com rimas soluçadas. Resistirei!
Às vezes, corro com o vento por não haver motivos. Por não sonhar de encontro à morte. Na estrada, sou aleijado e leproso que rompe a sua “imagem e semelhança” com Deus.
Não tente calar meus passos
Não queira controlar minha selvageria
Não me busque dentro da grande noite ferida
Quando assassino a luz do dia.
Venha! Venham todos ver o sangue que corre inundar as avenidas!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Postar um comentário